
Na corrida pelo Oscar: amigos do cinema, Espaço Unibanco, Clint Eastwood e Steven Spielberg. É o sem palavras "A Conquista da Honra". O filme acaba e por favor não saiam correndo, fiquem até o fim dos créditos! São inúmeras fotos documentando a realidade que o filme retrata. As luzes acendem e eu pergunto: "Quando é que Eastwood vai fazer um filme que não nos faça chorar?" Pode soar engraçadinha a piada, mas o fato é que enquanto Diretor, Eastwood não deixa nada a desejar, muito pelo contrário, poucos são os Diretores com tamanha sensibilidade.
A vitória é amarga no cinema de Eastwood. Ao mostrar o reverso da glória, o filme critica a farsa do palanque, que, como a foto, inspira um heroísmo divino que oculta a dura realidade do front. Eastwood não deslegitima o valor desses homens nem a imagem fotográfica, uma vez que o longa até mostra sua gênese atribulada e incerta, mas inegavelmente tirada diante de esforço e sacrifício reais, relatados em todas as fontes históricas. O alvo de A Conquista da Honra é seu uso pela história oficial, que acabou apagando o lado reverso dessa aventura insana, de grande sacrifício humano.
Sinopse
Fevereiro de 1945. Apesar da vitória anunciada dos aliados na Europa, a guerra no Pacífico prosseguia. Uma das mais importantes e sangrentas batalhas foi a pela posse da ilha de Iwo Jima, que gerou uma imagem-símbolo da guerra: cinco fuzileiros e um integrante do corpo médico da Marinha erguendo a bandeira dos Estados Unidos no monte Suribachi. Alguns destes homens morreram logo após este momento, sem jamais saber que foram imortalizados. Os demais permaneceram na frente de batalha com seus companheiros, que lutavam e morriam sem qualquer ostentação ou glória.
Ficha Técnica
Título Original: Flags of Our Fathers
Tempo de Duração: 132 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Site Oficial: www.aconquistadahonra.com.br
Distribuição: DreamWorks Distribution LLC / Warner Bros. / Paramount Pictures
Direção: Clint Eastwood
Indicações ao Oscar - 2
Melhor Som e Melhor Edição de Som
Curiosidades
- Recebeu uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Diretor.
- Clint Eastwood teve interesse em adaptar para o cinema o livro de James Bradley e Ron Powers logo após seu lançamento, em maio de 2000, mas seus direitos já haviam sido vendidos para Steven Spielberg. Nos primeiros meses de 2001 Spielberg contratou William Boyles Jr. para escrever o roteiro, mas não gostou do resultado. Desde então deixou o projeto engavetado, até encontrar Eastwood após a cerimônia do Oscar de 2004. Foi então que Eastwood assumiu a cadeira de diretor da adaptação, com Spielberg passando a ser um dos produtores.
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