Wednesday, February 7, 2007


Fiel ao meu amor pela sétima arte, retorno de um inverno me refestelando na poltrona da Casa de Cultura Laura Alvim. A volta da Filha Pródiga não poderia ter sido melhor recheada de simbolismos. Sala de projeção nova, cadeiras literalmente deitadas, tela não muito grande, audio invadindo o pequeno espaço e a companhia de um amigo tão ou mais apreciador.


É tempo de Oscar, a melhor época do ano para ir ao cinema e ver de tudo com qualidade. Comecei comendo pela beirada e ataquei de filme Mexicano: "O Labirinto do Fauno", que mistura fantasia e cumpre o papel de retratar um momento da história social do homem, ou seja, arte. Diferente como O Feitiço de Àquila e encantador como um filme infantil.


A fábula é uma linguagem que o cinema soube encaixar muito bem em suas narrativas. Muito pelo jeito como esse relato estrutura os acontecimentos, dinamizando a história, mas também pela tradição fantasiosa que há nas fábulas, a mesma que existe no cinema — arte que torna visível os mais irreais universos. A fábula é também um estilo que trabalha com arquétipos e elementos simbólicos para, na verdade, falar sobre o mundo real.


Em tom sépia, desfila efeitos especiais para trabalhar universos híbridos como a fantasia, o “realismo estetizado”, a fonte histórica e trazer idéias tão firmes sobre a complexa natureza humana, essa que tem seus homens da guerra na mesma esquina em que estão os homens do encanto e da vida.


Sinopse


A protagonista é Ofélia, uma menina que começa o filme narrando, agonizante, em retrospectiva, os acontecimentos (como uma fábula). Ela, órfã de pai, chega com a mãe recém-casada na fazenda do marido, Vidal, um monstruoso (em sentido figurado) capitão dos exércitos franquistas. Não só pela estilização da fotografia, está claro que estamos numa fantasia: no caminho de chegada à casa do padrasto, Ofélia conhece um inseto esquisito, com aparência nada abonadora, mas que a acompanhará a partir de então e, mais tarde, deixará clara a sua identidade de fada. Será a partir desse ser um tanto bizarro que Ofélia conhecerá Pan, uma criatura tão irreverente quanto suspeita — e grande chave cômica do filme, é bom dizer — que entrega à menina a missão de descobrir três chaves mágicas para que volte a ser uma princesa. A doce Ofélia estará entre dois mundos: o da fantasia, atraente, infantil mas também assustador, e o real — que é de domínio dos adultos e conta com um cenário que não gera dúvidas quanto ao seu horror.

Ficha Técnica

Tempo de Duração: 112 minutos
Ano de Lançamento: 2006
Site Oficial: www.panslabyrinth.com
Distribuição: Warner Bros. Pictures
Direção: Guillermo del Toro

Indicações ao Oscar - 6

Melhor Filme Estrangeiro, Melhor Roteiro Original, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte, Melhor Trilha Sonora e Melhor Maquiagem.

Saturday, February 3, 2007



PAIXÃO MARCA, AMOR FICA

Sobre frio na barriga, arrepio na espinha e sorriso bobo no rosto

Com o tempo a gente aprende que paixão é euforia, é desespero e é angústia. É beijo e é escândalo. É fogo que arde sem doer. É muito beijo. É inquietante. Paixão é avassaladora. Chega, bate forte no peito, tira o ar, enlouquece e cega; deixa sem chão e sem eixo. Paixão é desatino. É perder a razão.

Aprende que tesão é fixação. É querer devorar. É êxtase e dormir pelado. Tesão é instinto. Vontade de ocupar o mesmo espaço do corpo do outro. É sede insaciável. Tesão estremece, mas amor... Amor é abraço, é fraterno.

A gente aprende que amor é querer dividir, é querer trocar. É sentir saudade. Amor é querer mostrar o seu mundo e conhecer o mundo de alguém. Amor chega de mansinho, sem avisar, sem fazer alarde, numa quarta-feira de tarde. É querer contar e ouvir. É querer estar junto repartindo as impressões e aceitando as diferenças. Amor é admiração. Amor é parceria. É querer caminhar junto pela mesma estrada. É aprender com o outro. Amor é certeza sem por quê. É sereno. É respeito. É aplaudir e saber puxar a orelha. É saber e querer conversar. Amor é acreditar. É dar beijo de boa-noite. Amor é dormir abraçadinho ou pelo menos de mãos dadas. É acordar junto, sorrir e dar bom-dia.


Tuesday, January 30, 2007

Porque o que é teu está guardado!
Let It Be
(Lennon and McCartney)
When I find myself in times of trouble
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
And in my hour of darkness
She is standing right in front of me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
Whisper words of wisdom, let it be.
And when the broken hearted people
Living in the world agree,
There will be an answer, let it be.
For though they may be parted there is
Still a chance that they will see
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
And when the night is cloudy,
There is still a light that shines on me,
Shine on until tomorrow, let it be.
I wake up to the sound of music
Mother Mary comes to me
Speaking words of wisdom, let it be.
Let it be, let it be.
There will be an answer, let it be.
Let it be, let it be,
Whisper words of wisdom, let it be.
"A Fera olhou para a Bela.
A Bela refletiu em seus olhos. Estava em suas mãos.
E a partir daquele momento a Fera estava morta."

Thursday, January 25, 2007

Amar é...




...Saber entender o tempo do outro

Wednesday, January 24, 2007

Santa Chuva

Porque as luzes da cidade não chegam às estrelas sem antes me buscar
Me Revelar
(Zélia Duncan)

Tudo aqui quer me revelar
Minha letra , minha roupa, meu paladar
O que eu não digo, o que eu afirmo
Onde eu gosto de ficar

Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar

Tudo aquiQuer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar

O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar

Tudo em mim quer me revelar
Meu grito, meu beijo
Meu jeito de desejar

O que me preocupa, o que me ajuda
O que eu escolho pra amar

Quando amanheço, quando me esqueço
Quando morro de medo do mar

Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar

Tudo aqui quer me revelar
Unhas roídas
Ausências, visitas
Cores na sala de estar
O que eu procuro
O que eu rejeito
O que eu nunca vou recusar

Tudo em mim quer me revelar