Soneto de Fidelidade
(Vinicius de Moraes)
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Wednesday, January 24, 2007
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2 comments:
Não creio que haja no mundo outro poeta capaz de sintetizar com tal precisão o conceito quase inexplicável que é o amor. Costumo dizer que queria ter nascido em 1950. Hoje estaria com quase 60 anos, mas teria vivido uma época em que brasileiros eram inspirados a, e capazes de, escrever coisas como essa. Quis o destino que eu vivesse essa geração "filho do meio", sem muita inspiração, sem muito objetivo. Que bom que ainda existem pessoas como você, como eu, como qualquer um que valoriza a beleza da palavra portuguesa. E que bom que tivemos Vinícius e cia...
Bjs B
PS- Desculpe o blog que escrevi no seu blog! rsrsrs
Rollin, já postei o Soneto da Fidelidade no meu blog! Não preciso dizer que o amo!
Aliás, vc sabe que Vinícus tb é tudo!
Continuo acreditando, apesar de tudo que esse amor ainda é possível!!!!
Depois passa no meu blog!
Bjs
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